Reflexão: Desapego e Simplicidade (PT)
Minha gatinha, Pimpinha
Olá, pessoal, tudo bem?
Hoje o post vai ser mais reflexivo, um questionamento que venho tendo comigo mesma. Quero compartilhar com vocês algumas das mudanças que ando refletindo/fazendo na minha vida, o que tenho pensado, o que pretendo transformar e até mesmo algumas das dificuldades pessoais que venho enfrentando e tentando melhorar. Vai vir textão! hehe >.<´
Sei que não é de costume eu escrever reflexões aqui, mas pensei que talvez fosse uma forma legal de eu me expressar, e de vocês (leitores) também me conhecerem melhor. Além do mais sou uma pessoa real com questões internas e sonhos como todo mundo!
Já faz um tempo que eu venho querendo simplificar a minha vida. E esse “simplificar” seria em várias áreas: não só no meu dia a dia, deixando as coisas mais práticas e leves, mas também nas minhas questões emocionais, pra que eu consiga enxergar a vida de forma mais clara, mais simples, mais tranquila... sem carregar tanto dentro do peito ou da mente.
Isso também vale pra forma como eu lido com o meu conteúdo online – meu canal do YouTube, meu blog, meu Instagram, etc. Tenho pensado em como posso produzir de um jeito mais simples, original e que realmente me faça bem (sem ter que acumular, de forma física e nem mental).
Presença Online (Influências)
Eu sou uma pessoa que, muitas vezes, busca um padrão estético bem rígido, e não acho isso totalmente ruim – até porque me faz querer melhorar minhas técnicas, evoluir. Mas também sei que isso pode virar um obstáculo, principalmente quando a busca pela perfeição começa a me travar ou me frustrar. E eu tendo muitos gosto (que são completamente diferentes entre eles - do rock ao ballet haha), as vezes também enfrento dificuldades para encontrar um meio termo mais flexivel, assim podendo transitar entre o que eu realmente gosto sem ter tal rigidez e cobrança de ser o "8 ou 80".
E acho que isso acontece com muitos de nós, né? A gente acaba sendo bombardeado por um monte de referências visuais, ideias, padrões... e tudo isso vindo das redes sociais e das referências que seguimos. Sem perceber, começamos a nos cobrar demais, a tentar seguir um modelo que talvez nem seja o nosso.
E aí eu comecei a me perguntar: “Mas será que é isso que eu quero mesmo?”
Claro que posso ter inspirações, mas preciso fazer as coisas de um jeito que seja sincero pra mim. Eu gosto do simples. Do natural. Daquilo que não é forçado, fingido, nem artificial. Quando algo começa a parecer artificial demais pra mim, eu perco o ânimo rapidinho, porque eu sou movida muito pelo "sentir". Se eu não sinto verdade naquilo, eu não consigo continuar.
Foi por isso que até dei uma pausa no Instagram nessas últimas semanas. Antes, eu passava horas consumindo conteúdo, e no fim do dia me sentia frustrada, com um vazio interno e decepcionada comigo mesma pois não tinha produzido nada de útil. Agora, fiquei cerca de duas semanas sem nem entrar lá, como se fosse um “detox” pra fazer um reset nas minhas referências e reencontrar quem eu sou por mim própria e não pela internet. O que reparei? Que nas semanas que eu estive fora consegui me reorganizar melhor, e quando voltei a consumir conteúdos difitais excessivo, voltei a me sentir mais desosrganizada e confusa perando "como mudar isso". Atualmente estou tentando evitar ao máximo ficar muito tempo por lá. Vejo uma coisa ou outra e já saio. É como se eu tivesse me libertado de um vício — o vício da comparação, da cobrança, da necessidade de cumprir com os padrões que a sociedade nos impõe. Mas… será que esses padrões são realmente o que eu quero?
As redes sociais nos vendem muitas ideias: que a foto tem que estar perfeita, que o blog tem que seguir tendências, que o YouTube só cresce se for tudo muito bem produzido… mas será que tudo isso é realmente necessário? Será que isso é real pra mim?
Pra mim, não é.
Prefiro fazer do meu jeito. Prefiro a simplicidade com verdade do que a perfeição sem alma. Prefiro fazer com o coração e criar conexão sincera. É como dizem, melhor ter poucos amigos mas com amizades sinceras, do que estar cercado de gente que não se importam consigo.
O blog
Também comecei a repensar sobre meu blog: como postar, como montar as fotos, como deixar tudo mais leve, mais simples, mas ainda assim bonito e com uma estética que me agrade - mas sem cobranças. Porque se é o meu blog pessoal, eu preciso me sentir à vontade aqui. E eu sou uma pessoa que gosta de compartilhar muita coisa, então nada mais justo do que ter essa liberdade.
Uma das minhas dificuldades é com a "aceitação" do blog para o leitor, e o que "tenho" que postar e se está dentro da proposta que vende. Dai uma das minhas melhores amigas disse: "Eu acho que o blog tem que ser a sua cara, e não um tema... você é a marca, não um tema externo." Sim, ela está certa! O blog tem que ser quem eu sou, não a "proposta" que nos vendem de quem devemos ser e como devemos fazer para ser aceitos. Isso simplificaria muito pois se torna algo mais natural e sincero (e por isso estou escrevendo esse post hoje!) - Obrigada Lívia ❤️
Meu pai sempre diz: "A gente tem que sentir com o coração. Aí a gente vai saber o que é verdadeiro pra nós." E é isso que eu estou tentando seguir: o que é verdadeiro pra mim.
Quero trazer isso pro blog, pro meu canal no Youtube cada vez mais, sem me sentir culpada por não está fazendo "como os outros fazem". Quero que cada post seja feito com presença, com sentimento. E que esse blog reflita cada vez mais quem eu sou: minha essência, meu olhar, minha simplicidade.
Acho que tudo isso é uma mistura gigante de varias questões que estão dentro de mim. E talvez não fique bem claro, para o leitor o que exatamente estou tentando passar... mas espero que de alguma forma isso faça sentido o que estou compartilhando.
Desapego material
Além disso, comecei um movimento de desapego no meu quarto. Eu tenho muita coisa acumulada ao longo dos anos (de forma assustadora). E esse acúmulo virou apego, uma angustia, procrastinação e emoções desorganizadas. Um apego que atrapalha. As coisas não são práticas. Eu não uso metade do que tenho e fica difícil até de limpar! As vezes até compro coisas repetidas, por não ver/lembrar que já tinha o mesmo item guardado. Que vergonha, de mim mesma! E aí vem a preguiça, a bagunça, o peso. Aquele visual bagunçado também me causa desanimo e me irrita muito. E não é isso que eu quero. Eu quero leveza. Quero praticidade. Não que eu vá virar uma minimalista radical, mas quero encontrar um equilíbrio que me faça bem. E de fato eu gosto muito do visual mais minimalista, pois me passa uma energia de leveza física e espiritual (e vai de encontro com minhas crenças espirituais).
Essas cobranças que nos colocam — “tem que ter isso”, “tem que fazer aquilo”, “tem que usar tal produto”, “tem que passar tal creme”... É uma coisa que aprendemos, e se torna inconsciente. Quantas de nós já foi no Aliexpress para comprar algo que precisamos de fato e saímos com o carrinho com mais de 5 itens que de fato nem precisamos e nem nos fazia falta pois até o devido momento, nem sabíamos a existência de tal item, e estávamos vivendo bem sem isso? Consequentemente, isso gera também uma desorganização financeira, e leva ao uso imaturo e inconsciente do dinheiro.
Uma ideia que me incomoda muito é de que a gente precisa ter muitas roupas pra não repetir (não usar as mesmas peças a semana toda, mesmo que estejam limpas). Mas pera lá: Isso nem faz sentido! Eu mesma não uso tantas peças por semana. E mesmo assim, fico me cobrando. Aí paro e penso: "Raquel, se você tem essa roupa e gosta dela, então use quantas vezes você quiser!". Se a roupa é bonita, fica bem em mim e eu gosto dela, então qual o problema de repetir? Nenhum! Se tá limpa, use de novo. E se alguém te julgar por isso... bom, essa pessoa que precisa rever os próprios valores, né?
Aliás, com criatividade a gente consegue usar a mesma peça de formas diferentes. Um vestido pode ganhar vários visuais só trocando os acessórios ou mudando o jeito de usar. Isso é inteligência prática! É dar espaço pra vida, pro guarda-roupa, pra mente.
E isso também é moda — moda de verdade, pra mim. A moda que expressa quem somos, não o que está em tendência. Porque o que vale mesmo é sentir-se bem e se reconhecer no espelho.
E estou cogitando fazer uma série de posts no blog mostrando esse meu processo de desapego, mostrando o antes e o depois, compartilhando as dificuldades e os aprendizados. Não penso em fazer vídeo sobre isso, mas fotografias e posts escritos, sim. Já comecei o processo. Já doei muita coisa, mas ainda tem muito por fazer. Pois é um processo de reorganização interna também - o que abordarei mais a frente nesse mesmo post.
Não vou documentar cada detalhe, mas quero mostrar o suficiente pra talvez inspirar outras pessoas que também estejam sentindo essa necessidade de simplificar.
E quando digo moda, quero dizer em varios aspectos; a maquiagem que usamos (e como usamos), os produtos de cosmético, utensílios de casa, decoração... tudo isso constitue a nossa vida e são as expressões das nossas crenças e organização interna.
Então a pergunta que deixo é: O que realmente é necessário?
Eu sou o tipo de pessoa que se alegra com o simples fato de estar dentre a natureza. De entrar de baixo de uma arvore e ficar olhando como uma criança para a luz que atravesa as folhas crianda um afeito suave e brilhante de verde (o que os japoneses chamam de Komorebi). Que se diverte tirando mil fotos de uma florzinha (e adoro postar isso no meu Instagram, apesar de me questionar quem iria querer ver algo assim - será que seria interessante para outras pessoas?), que fica feliz só de passar o dia no sofá com meu gato, assistindo um anime ou falando com meu namorado no celular. Gosto de comida simples feita em casa. Gosto do que é leve. E é isso que eu quero resgatar: a felicidade que mora na simplicidade de ser.
Uma vez ouvi uma freira dizer: "A felicidade não está no ter, e sim no ser." E isso me marcou. Sim, podemos ter nossas coisinhas, é claro. Mas se, mesmo com tudo isso, ainda sentimos um vazio e não estamos conscientes do que somos e temos... então o problema não é material. É interno.
Espero que essa reflexão possa tocar alguém aí do outro lado. E que ajude você a pensar também sobre: pra onde estou guiando minha vida? Onde estou colocando meu foco e minha energia?
Com carinho,
Raquel


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